Biografia de Genuíno Sales

Biografia

No dia 15 de abril de 1938, na Fazenda Tamburiu do Sales, na cidade de Pedro II, chamada, atualmente, de Domingos Mourão, localizada no estado do Piauí, nasceu o menino Genuíno Francisco de Sales, o décimo terceiro filho da dona-de-casa Izabel Francisca de Jesus e do pecuarista e criador Antônio Francisco de Sales.

Aos 10 anos, conseguiu se alfabetizar, através do preceptor ou mestre-escola, uma espécie de professor particular da época, que lhe inseriu no universo das letras. No 3° livro de leitura de Erasmo Braga, Genuíno iniciou suas leituras. Apenas, aos 11 anos, após insistência de dona Izabel, Genuíno vai para a escola pública de Pedro II cursar o 1° ano primário.

Aos 12 anos, por razões vagas, voltou ao sertão, e integrou-se ao trabalho do campo onde desempenhou tarefas, comumente, realizadas por adultos, como cuidar do gado e da plantação. “Eu queria fazer trabalho de gente grande”, afirma Genuíno.

Aos 16 anos, com a família bastante reduzida, pois todos os seus irmãos já haviam deixado a fazenda, Genuíno, auxiliado por seu professor, prestou exame de admissão para o Ginásio São Luiz Gonzaga da Diocese de Parnaíba, que possuía regime de internato. Genuíno então tirou primeiro lugar no teste de admissão, considerado o mais difícil do Estado do Piauí. O pai estava com medo de deixá-lo ir estudar fora, pois eram vários os casos de rapazes que iam para fora só para gastar o dinheiro da família. “Ninguém tinha coragem de falar com ele”, relembra. Porém, a insistência do Mestre e da mãe consegue convencê-lo.

No internato, aprendeu latim e estudou até o 3° ano científico, conhecido, hoje, como 3° ano do ensino médio.

Em 1961, aos 23 anos, veio para Fortaleza. “Naquela época eram 600 paus para viver na capital”. Ao chegar aqui, admirou-se com o telefone, a luz elétrica e o modo como as pessoas se vestiam, que nem de longe lembrava a maneira de vestir da gente de sua cidade natal. O matuto Genuíno, como ele mesmo se intitula, então se inscreveu para os vestibulares da Universidade Federal do Ceará e Universidade estadual do Ceará. Para orgulho de toda a família Sales, ele conseguiu ser aprovado em Direito na UFC e em letras na UECE.

Após adquirir os títulos de Bacharel em Direito e Graduado em Letras por notório saber, Genuíno trabalhou como consultor jurídico da Federação dos Bancários Norte e Nordeste, durante cinco anos. Com essa formação, foi logo nomeado juiz de direito no Piauí, mas recusou o cargo, pois o interesse pelas leis não superava sua paixão pela literatura. Decidiu seguir os caminhos de seu mestre-escola, e tornou-se professor, cargo que exerceu por mais de 50 anos, tendo ministrado aula para cerca de cento e cinqüenta mil alunos.

Em 1962, conheceu sua mulher Glides Mendes Sales que também morava em Pedro II, com quem namorou durante seis anos, teve três filhos, dois homens e uma mulher e quatro netos.

Por volta de 1975, foi eleito presidente da Academia Cearense de Língua Portuguesa. O seu excelente trabalho na presidência da academia lhe permitiu exercer mais três mandatos. No primeiro concurso Ceará de literatura, promovido pela Secretária de Cultura, os contos de Genuíno conseguiram o 1° lugar.

No início dos anos 90, por conta dos infortúnios da vida, adquiriu  Mal de Parkinson. Hoje, aos 70 anos, ele fala das dificuldades de viver com a doença: “Uma coisa é você não fazer por que não sabe ou não quer outra é por que não pode”.

Dono de um humor contagiante. ”Não me levo a sério de jeito nenhum”, Genuíno conta que o Mal de Parkinson já lhe colocou em muitas situações cômicas como no dia em que colocou a mão no bolso e não conseguia mais tirar por que começou a  tremer. Ele então pediu para um rapaz: “Ei, tira aqui a minha mão do bolso? “O rapaz, achando que era brincadeira, nem deu ouvidos, e ele ficou lá tremendo com a mão dentro do bolso. Outro dia, num elevador, ouviu os comentários de duas senhoras sobre ele: “Eu tenho pena desse desgraçado. Ele anda assim para se esfregar na gente”.

Em 1999, recebeu o título de cidadão cearense, outorgado pela Assembléia Legislativa.  “É o título que mais me orgulho”, afirma.

Nesse período publicou Entrementes, livro de poemas que lhe rendeu prêmio no concurso Ideal Clube de Literatura e publicou também Fins d’ Águas. “Nesse livro, todos os contos são do sertão, não têm nenhum da cidade”, revelando assim a forte influência do regionalismo em sua literatura. O conto Veio no Vento presente no livro Fins d’ Águas mistura trechos de ficção e realidade vivida pelo menino Genuíno.

“Impossível um menino mais dengoso do que aquele caçula do coronel. Mestre Constantino o considerava precoce, superdotado, mas com severa advertência de que menino criado com mimo e dengue daquele jeito, seria fatalmente no futuro, um homem pávido e medroso. O medo – dizia o mestre – é a pior balda que um homem pode carregar na vida. E era verdade, dura verdade! Tinha medo de tudo, até da sombra. Tinha medo de ficar só. Não se deslocava do alpendre à cozinha da Casa Grande, que não fosse acompanhado de uma pessoa qualquer da casa. Quando a noite chegava, a situação se agravava. Para onde botasse os olhos espantados parece que estava vendo uma assombração”.[…]

Genuíno conta que a lembrança mais viva que tem é a da moagem da cana. “Mestre Cícero Leitão quem fazia rapadura”.

“A preocupação do mestre-escola não era apenas com os estudos do caçula, mas aquelas ocorrências que já beiravam o escândalo. As infucas do caçula do coronel, naquela vadiação destampada nos matagais do sítio, com a filha da Gregoriana, que já se punha moça empubecida. Vadiavam o dia inteiro perdidos nas moitas e debaixo dos barceiros dos mofumbais umbrosos. A censura se espalhava e não faltava quem não explorasse o assunto com o viso da maldade e do enxovalhamento”.[…]

Entre risos, Genuíno afirma: “A parte da vadiação é ficção”. Porém, confessou que quando jovem tinha mais ou menos oito namoradas ao mesmo tempo. “ Tinha uma no internato que namorei sete anos e outra em Piripiri que também namorei sete anos”.

No dia 10 de maio de 2006, foi eleito o novo membro da Academia Cearense de Letras.  No primeiro turno Genuíno teve 20 votos, contra 13 de José Teles e 5 de Marcelo Gurgel. O número de 21 votos, necessários para ocupar uma cadeira na Academia, foi atingido no segundo turno, quando Sales recebeu 27 votos contra os 11 de José Teles. Genuíno Sales, então passou a ocupar a cadeira que pertenceu ao escritor João Clímaco Bezerra, falecido no dia 4 de fevereiro de 2006. Em declaração ao jornal O Povo, Genuíno falou de sua eleição à Academia: “Me senti muito honrado. Eu considero um privilégio muito grande, você ser acadêmico. Eu acho que ser acadêmico é assumir um compromisso muito grande com a cultura do Ceará. E eu estou disposto a fazer”.

Dois anos após à nomeação à ACL, no dia 28 de setembro, Genuíno Sales, publicou um artigo, no Caderno Suplementos do jornal Diário do Nordeste, sobre o gênero literário conto, considerado o seu gênero favorito. “Escrever um conto é tornar-se notário perspicaz no tabelionato da existência com a ansiedade insondável da procura de realizar a epifania da história. Os que escrevem conto são os maiores timoneiros do destino por que imortalizam a certeza dos desígnios dos mares tumultuosos da vida.”

Segundo Genuíno, o conto tende a se firmar por causa da síntese, que caracteriza o conto moderno. Moreira Campos e Machado de Assis são considerados, por Sales, os melhores escritores do gênero conto.

Genuíno também admira muito os cordéis “Eu já tive mais de 3000, mas os cupins comeram muitos”. Chegou a possuir mais de 3000 cordéis quando jovem, levados pelos ambulantes para a cidade de Pedro II. Estes, segundo Sales, são considerados de extrema importância para qualquer pessoa que queira ser literato.

O poema Presença foi premiado pelo concurso do Ideal Clube. “Melhor poema que eu escrevi foi esse”, afirma Genuíno.

Presença
Eu gosto de não te ver
para não sentir em vão
com tua presença esquiva
o pecado inevitável.

Eu gosto de não te encontrar
para não sofrer a tentação
do irrealizável.

Mas mesmo sem querer te vejo
e mesmo sem querer te encontro.
E se te vejo peco
e se te encontro sofro
sofro e peco
porque a tua presença onírica
é a volúpia de minha solidão
na certeza do impossível
em que pulveriza meu sonho.

Projetos desenvolvidos

No Quiosque da literatura, durante um período, Genuíno deixava livros de sua biblioteca que já chegou a ter 10 mil exemplares, dos quais muitos já foram doados, em um quiosque para que o dono pudesse emprestá-los.

Entre os projetos sociais desenvolvidos por Genuíno, hoje, destaca-se o Recital do Quarteirão. Nos fins de semana, ele reuni crianças e jovens do bairro, alguns meninos de rua, para declamar poesias.

Principais Obras

Presença –  poema

Fins d’águas – contos

Entrementes –  poesia

Iluminados – texto

Fonte: https://deviaestarestudando.wordpress.com/

Autor do post: João Victor

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Obras de Genuíno: texto – Iluminados

O texto Iluminados já foi traduzido para várias línguas e lido por bispos na missa.

Iluminados

Iluminados são aqueles que nunca se impacientam diante dos dissabores da vida nem se envaidecem com o esplendor da fortuna; são os que choram sem fazer da lágrima o clamor do desespero; são os que sorriem sem desdém e fazem do riso o acalento da alma; são os que lutam sem pensar na morte, como se a vida fosse a eternidade; são os que compreendem a fraqueza dos outros, na medida de suas próprias fraquezas; são os que não odeiam nem se zangam, mesmo em face das maiores provocações; são os que encontram na coragem o vigor supremo para o exercício da tolerância; são os que se comprazem na simplicidade, embora dotados de grandeza e importância; são os que nunca se intimidam na defesa da honra e da verdade; são os que não invejam senão a virtude; são os que mandam sem empáfia e ordenam sem humilhar; são os que corrigem sem menosprezo; são os que fazem da solidão motivo para refletir e não momentos de ruminar amarguras; são os que tiram lição da tristeza para o alcance da alegria; são os que toleram sem covardia e rompem sem violência; são os que punem sem ira e disciplinam sem rancor. São os que amam a vida e o mundo, apesar dos pesares…

Atualmente, o mestre Genuíno Sales é membro da Academia Cearense de Letras, da Academia de Letras do Vale do Longa, Piauí, e também membro correspondente da Academia Piauiense de Letras, diretor da Organização Educacional Farias Brito,onde trabalha há 35 anos e membro da  Comissão de Vestibular .

Fonte: https://deviaestarestudando.wordpress.com/

Autor do post: João Victor

 

Uma conversa em torno de José Américo de Almeida

Mestre da palavra e da arte de ensinar o gosto pela literatura, Genuíno Sales fala sobre José Américo de Almeida – que chegou a conhecer, em um encontro rápido e marcante

Embora José Américo de Almeida seja muito lembrado por uma só obra, como se pode caracterizar o conjunto da sua produção literária?

Era uma obra que primava pela natureza da língua, pelo prestígio e pelo pensamento da língua. Ele era um pensador. Não dizia quatro palavras que não fossem um pensamento. Ele diz, por exemplo, que ´ver bem não é ver tudo. É ver o que os outros não vêem´. Ou então: ´Pior do que morrer de fome no deserto é não ter o que comer na terra de Canaã´. São coisas de um grande autor, um grande pensador, autor de uma obra mais vasta. Mas claro que ´A Bagaceira´ é um romance importantíssimo. Considero José Américo o maior regionalista brasileiro, e ´A Bagaceira´ foi o primeiro romance regionalista da Geração de 30. Depois é que vêm os outros, Graciliano, Rachel, também muito grande. Mas José Américo foi pioneiro.
Genuíno Sales
Que ponte se pode estabelecer entre autores regionalistas anteriores, como os cearenses Domingos Olímpio e Franklin Távora, e a obra de José Américo e o regionalismo de 30?

É uma questão de domínio, de visão e de interpretação da realidade. Aquela nossa realidade do Franklin Távora, do ´O Cabeleira´, era uma forma ainda ligada à expressão romântica e realista. Não havia toda a caracterização da linguagem que o José Américo de Almeida usa e o Graciliano Ramos, mais ainda. Como ´Luzia Homem´, do Domingos Olímpio, é um começo para algo que vai dar no romance de 30. E o José Américo tinha muito forte a questão ideológica, sem deixar de trabalhar a linguagem. Dizia, por exemplo, que ´ir à janela é uma forma de ver o mundo sem sair de casa´. Que ´o amor é uma gradação dos sentidos: começa pela necessidade de ver´. Então, é como se a gente fosse de uma geração realista para outra, neo-realista.

O que fica do regionalismo para a literatura brasileira atual, para novos autores?

Fica muita coisa: o lado ideológico, a sabedoria, o conhecimento da terra e do homem, como expressão política e filosófica da realidade. Quem diz que regionalismo não existe é quem não tem sabedoria. É preciso ter sabedoria pra compreender essa transmissão. Agora, tem muita gente que quer fazer regionalismo deturpando palavras, dizendo besteiras. O que caracteriza o escritor regionalista é ser sábio. Não é ser sabido, é ser sábio, como José Américo. O regionalismo continua influenciando a literatura brasileira e está muito presente na obra de autores da atualidade, como o Fontes Ibiapina, o Magalhães da Costa, piauienses. E aqui no Ceará é uma plêiade de escritores, como o nosso João Clímaco Bezerra (antecessor de Genuíno na cadeira de número nove da ACL), um grande romancista regionalista e contista.

Que comparação se pode fazer entre a prosa regionalista de José Américo e a escrita de Guimarães Rosa?

É uma comparação realmente necessária. O que Guimarães Rosa e José Américo fazem é praticamente a mesma coisa, com exceção do problema da linguagem, do vocábulo, da criação das palavras. Mas a lógica regionalista é a mesma. Tanto é assim que eu, piauiense, não tive a menor dificuldade de compreender ´Grande Sertão: Veredas´, porque parece muito as coisas de lá, as coisas do interior do Piauí. Ele tá dizendo coisas ali como se fossem uma experimentação, mas aquilo é mesmo que um caboclo do Piauí falando. Agora, quem nasce lá no Rio de Janeiro, aí deve achar difícil entender. Agora, assim como Guimarães Rosa era um grande contista, e seus contos são de certo modo sufocados pela dimensão de ´Grande Sertão: Veredas´, com o José Américo de Almeida acontece algo parecido, em relação aos livros de memórias dele, que são importantes, mas são sufocados pela dimensao de ´A Bagaceira´.

Por que essa atenção quase que exclusiva foi se consolidando ao longo do tempo, como se fosse um autor de uma obra só?

Porque a obra literária tem que ter uma oportunidade, uma ocasião. Por exemplo, pra mim ´Dora Doralina´ não tem nada de inferior a ´O Quinze´. Mas ´O Quinze´ foi a ocasião, o contexto. Essas obras em que a qualidade literária encontra a ocasião, a oportunidade, é que ficam realmente como os grandes clássicos.

E como foi o seu encontro com o José Américo?

Foi muito rápido, mas emocionante pra mim. Ele foi simpático, me atendeu. Foi em Natal, naquele hotel Três Reis Magos. Eu tive a oportunidade de cumprimentá-lo. Estava lá, e chegou aquele homem de terno, de cabelão, meio careca, meio com o cabelo arrupiado. Ele já tinha mais de 80 anos. Eu perguntei quem era, disseram que era o escritor José Américo de Almeida. E eu: ´Vou já falar com ele´. Cheguei: ´O senhor dá licença. Eu sou estudante, queria cumprimentar o senhor´. Ele me cumprimentou, foi simpático.

 

fonte: http://www.jornaldepoesia.jor.br/jamerico.html#genuino

Autor do post: João Victor

2011 – Professor Genuíno Sales recebe homenagem da OAB do Ceará

O Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, Ceará, prestou homenagem ao educador, advogado e professor Genuíno Sales. O pedrossegundense, hoje com 73 anos(em 2011, hoje com 78), graduou-se em Direito pela Faculdade de Direito, da Universidade Federal do Ceará e obteve graduação em Letras, pela Universidade Estadual do Ceará, por notório saber. É autor de diversas obras, dentre as quais, Fins D’água, Entrementes e Os Sertões – Cem Anos de Fortuna. Ele é Membro Efetivo da Academia de Letras do Vale do Longá – Cadeira nº 23 – Estado do Piauí e Sócio Correspondente da Academia Piauiense de Letras no Ceará.

Fonte:http://180graus.com/pedro-ii/professor-genuino-sales-recebe-homenagem-da-oab-do-ceara-420570.html

 

Autor do Post: Gercilia Carneiro

PRESENÇA – Genuíno Sales

Genuíno Sales

Eu gosto de não te ver

para não sentir em vão

com tua presença esquiva

o pecado inevitável

do desejo impossível

eu gosto de não te encontrar

para não sofrer a tentação

do irrealizável.

Mas mesmo sem querer de vejo

e mesmo sem querer te encontro

e se te vejo peco

e se te encontro sofro

sofro e peco

porque tua presença onírica

é a volúpia de minha solidão

na certeza do impossível

 

em que pulveriza meu sonho.

 

Por: João Victor de Lima

Fonte da imagem:http://gispoesias.blogspot.com.br/2015/07/genuino-sales-nao-e-so-grande-professor.html

 

 

 
 

Genuíno Sales é eleito para a Academia Cearense de Letras

[12 de maio de 2006]

O professor Genuíno Sales foi eleito para a cadeira de número nove da Academia Cearense de Letras no final da tarde de quarta-feira, dia 10. A eleição para a cadeira que era do escritor João Clímaco Bezerra, falecido no último dia 4 de fevereiro, foi realizada na sede da Academia, no Palácio da Luz, Centro. 

A eleição teve dois turno, escrutínios. Ambos vencidos por Genuíno Sales. No primeiro Genuíno teve vinte votos, contra treze de José Teles e cinco de Marcelo Gurgel. O número de 21 votos necessários para a decisão da vaga foi atingindo no segundo turno, quando Sales recebeu 27 votos, ante os onze de José Teles. 

O professor da Faculdade Farias Brito, nascido no Piauí em 1938, graduado em Direito pela UFC e Letras pela UECE, é também contista e atual presidente da Academia Cearense da Língua Portuguesa. “Me senti muito honrado. Eu considero um privilégio muito grande, você ser acadêmico Eu acho que ser acadêmico é assumir um compromisso muito grande com a cultura do ceará. E isto eu estou disposto a fazer.”

Fonte: http://www.jornaldepoesia.jor.br/gsales.html
Autor do post – João Victor de Lima

Genuíno Sales

302114_102157543226819_357199386_n.          Genuíno Sales, nascido em Pedro II, no Estado do Piauí, em 15 de abril de 1938, é um escritor e professor da Faculdade Farias Brito, membro-integrante, desde o dia 10 de maio de 2006, da Academia cearense de letras, a mais antiga do Brasil, ocupando a cadeira nº 9, cujo patrono é Fausto Barreto, havendo sucedido o escritor João Clímaco Bezerra, falecido aos 4 de fevereiro daquele mesmo ano.

Autor do post – Gercilia Carneiro